Mare Nostrum

#0 - Prólogo

A Viagem

Iça essa âncora! Alija essa adriça! O vento está de feição, vamos zarpar marujos!  berrava Gilsi por entre a sua calejada barba sombria.

Entre a azáfama matinal, as cordas puxadas, os barris carregados, os passageiros instalados, tudo estava pronto para a viagem, a centésima travessia do Unsinkable II, Mar de Gyll, seu caminho, Beybrook seu destino.

No caos do mar selvagem, tudo faz sentido. Pelas suas próprias regras, as ondas definem uma sinfonia para quem as desafia. Entre as suas imensidões azuis, existe apenas uma hierarquia, uma lasca de madeira rasga aquela carne deixando um corte efémero por onde passa. Será que os olhos do futuro conseguirão perceber onde ficou essa cicatriz?

Naquele horizonte inalcançável todos os sonhos se concretizam: o mercador enriquece, o nobre enaltece-se, a família prospera, o bardo trova odes intemporais. 

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tiago_msag

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