Mare Nostrum

Respira fundo...

Respira fundo, concentra-te, permanece em paz contigo

Finalmente chegámos ao fim desta masmorra, mas não sem perdermos mais dois elementos do nosso improvável grupo: o amigo do Dravil (que, certo, apareceu vindo de uma carta mágica e cujo o nome não me lembro, mas ainda assim) e o Vey. E nem sinal do Espectro. Não estou nem sequer mais perto de perceber o interesse de um assassino como ele neste sítio. Foi por isso que quando o Dravil sugeriu explorar as restantes salas que ainda não tínhamos visitado neste sítio horroroso eu pensei “Bem, que se lixe, pode ser que ainda encontre alguma coisa de útil para a minha caçada. Qual é a pior coisa que pode acontecer?”

Respira fundo, concentra-te, permanece em paz contigo, deixa as águas do passado fluírem sem que estas afectem o presente

As últimas sete horas da minha vida foram passadas com a mentalidade de um bebé. Não que tenha feito algo de infantil, eu literalmente tornei-me infantil. Entro numa das salas controladas pelo artefacto do Dravil (para ir atrás do Firs, claro, que aquele miúdo tem um talento natural para se meter em sarilhos), vejo um flash de luz azul e bam! Sete horas mais tarde acordo a chuchar no dedo. Felizmente não me lembro de grande parte do que se passou nesse entretém.
Depois de mais umas quantas salas estranhas, uma das quais contendo um goblin que falava com uma meia na mão enquanto guardava um monte de moedas de ouro, que obviamente nos atacou (o monte, não o goblin), lá decidimos sair da masmorra/templo/coisa perdida no meio do deserto. Segundo o Dravil vão ser cerca de 3/4 dias de viagem até chegarmos a Beybrook, a cidade onde ele e o Khyrez são considerados heróis. Talvez lá tenha alguma sorte e encontre alguma pista que me ponha no encalço do espectro outra vez. No mínimo sempre seremos bem recebidos e teremos direito a um descanso merecido.

Respira fundo, concentra-te, permanece em paz contigo, deixa as águas do passado fluírem sem que estas afectem o presente, desprende-te das tuas ligações terrenas, entra no vazio e alcança a serenidade interior que te dá força

Beybrook ardeu, foi destruída e pilhada. Uma revolta qualquer deu cabo da cidade. Todos os conhecidos da Davril estão mortos ou desaparecidos. Odeio este continente, odeio os desertos, odeio masmorras cheias de coisas que nos atacam, odeio absolutamente tudo nesta missão. Mas enfim, não há mais nada que possa fazer. Depois de o Firs pegar fogo a uma carroça para tentar travar amizade com os donos da carroça (e depois de isso RESULTAR!) decidimos seguir caminho em direção à Ery. Talvez o miúdo tenha jeito para mais alguma coisa para além de se meter em sarilhos…
Eu sei que provavelmente era esperar muito chegar a Ery e encontrar o Espectro sentado à entrada à minha espera, mas com um bocado de sorte sou capaz de encontrar alguma pista. A reputação da cidade não é a melhor e esses parece-me ser um ambiente adequado para alguém que se quisesse esconder de um caçador de recompensas. E mesmo que não encontre nada de especial, o que é que pode acontecer de pior?

Comments

Pedro_Castelao

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